Sinta-se à vontade

Bem Vindo! O ser humano sente uma necessidade enorme de se comunicar, a expressão é a melhor forma que encontram para manejar essa tal necessidade. Palavras, movimentos corporais, pinturas, músicas, esculturas; ARTES. Tudo isso faz parte de um só conjunto... Todo conteúdo desse blog é de minha autoria!... Obrigada pela visita, volte sempre! ^.~

sábado, 10 de janeiro de 2015

Somos certos quando incertos

Em meio a orbita e translação
O mundo segue em rotação.
O tempo vai se encurtando
E alongando-se em sincronia,
Mas as certezas que n'outrora
Proliferava, agora,
No futuro,
Se desfaz.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Lógica matemática

Onde cada ponto está para um só objetivo,
E cada objetivado uma unanime identificação,
Nenhum dos pontos atingem separadamente a saturação.
Talvez, a restrição cinzenta, adornada para análise unificada
De cada ponto, tenha destilado a hipótese de condensa-los, juntando
Negativo com negativo e positivo com positivo
Tornando uma visão ambígua,
Porém completa como unidade.

Felicidade


Fomos ensinados a ser feliz, a buscar a felicidade a todo custo,
A não deixar a tristeza passar nem a um quarteirão perto de nossas janelas,
A ignorar a dor, a rejeitar desconfortos gerados por nossas ações repetidas,
A bloquear o incômodo de estar vivendo uma monotonia invernal.

 Fazemos planos, ensaiamos, almejamos, damo-nos um mapa, completo,
De como encontraremos a tal felicidade. Então nos levantamos, andamos, de nariz arrebitado,
Cabeça direcionada ao horizonte, sem reparar em quem pisar,
Sem reparar a quem esbarramos nossos braços ao balançar do caminhar,
Sem a humildade de descer a vista para livrar o que machucar.
Olhos subalternos pelo tempo ansiado pelo firmamento;
A busca do contentamento para suprir o descontento.
Desesperadamente, demasiadamente, excessivamente buscamos e, buscamos e, buscamos...
 
Esquecemos de lateralizar nossa cabeça e ampliar nossa visão,
Esquecemos de descalçarmos para sentir a vibração da terra,
Esquecemos de levantar toda manhã e sentir os ares a nos rodear,
Esquecemo-nos de observar a natureza e a arte de sua assimétrica beleza,
Esquecemos de agradecer por simplesmente pôr os pés no chão, por poder distinguir os cheiros e gostos.

 Encurtamos a vista limitando-a a um ponto, uma mira,
Esquecendo de observar toda grandeza externa que nos completa, nos rodeia, envolta,
Para empregar importância a um mísero grão, qual mal enxergamos,
Se não for fruto de uma miragem no cegar da imaginação.