Fomos ensinados a ser feliz, a buscar a felicidade a todo
custo,
A não deixar a tristeza passar nem a um quarteirão perto de nossas janelas,
A não deixar a tristeza passar nem a um quarteirão perto de nossas janelas,
A ignorar a dor, a rejeitar desconfortos gerados por nossas
ações repetidas,
A bloquear o incômodo de estar vivendo uma monotonia
invernal.
De como encontraremos a tal felicidade. Então nos
levantamos, andamos, de nariz arrebitado,
Cabeça direcionada ao horizonte, sem reparar em quem pisar,
Sem reparar a quem esbarramos nossos braços ao balançar do
caminhar,
Sem a humildade de descer a vista para livrar o que
machucar.
Olhos subalternos pelo tempo ansiado pelo firmamento;
A busca do contentamento para suprir o descontento.
Desesperadamente,
demasiadamente, excessivamente buscamos e, buscamos e, buscamos...
Esquecemos de lateralizar nossa cabeça e ampliar nossa
visão,
Esquecemos de descalçarmos para sentir a vibração da terra,
Esquecemos de levantar toda manhã e sentir os ares a nos rodear,
Esquecemo-nos de observar a natureza e a arte de sua assimétrica beleza,
Esquecemos de agradecer por simplesmente pôr os pés no chão, por poder distinguir os cheiros e gostos.
Esquecemos de levantar toda manhã e sentir os ares a nos rodear,
Esquecemo-nos de observar a natureza e a arte de sua assimétrica beleza,
Esquecemos de agradecer por simplesmente pôr os pés no chão, por poder distinguir os cheiros e gostos.
Esquecendo de observar toda grandeza externa que nos
completa, nos rodeia, envolta,
Para empregar importância a um mísero grão, qual mal enxergamos,
Se não for fruto de uma miragem no cegar da imaginação.
Para empregar importância a um mísero grão, qual mal enxergamos,
Se não for fruto de uma miragem no cegar da imaginação.
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