Sinta-se à vontade

Bem Vindo! O ser humano sente uma necessidade enorme de se comunicar, a expressão é a melhor forma que encontram para manejar essa tal necessidade. Palavras, movimentos corporais, pinturas, músicas, esculturas; ARTES. Tudo isso faz parte de um só conjunto... Todo conteúdo desse blog é de minha autoria!... Obrigada pela visita, volte sempre! ^.~

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Fragrância

O meu corpo manhoso
Grita o gosto do seu beijo,
Enquanto minh'alma calorosa
Clama a delicadeza dos seus dedos.
Maliciosos desejos
Me atiça o teu encontro no meu travesseiro.
Essa nova fragrância,
Que mistura o nosso cheiro,
Me deixa acesa inteira,
Na vontade de te ter faceira,
Nessa louca manhã certeira,
Que me leva ao teu encontro
Na sua cama noite derradeira.
Nesse verso te transcrevo,
Escorrendo-lhe sobre os dedos
O papel timbro com teu cheiro
Tinturado a lembrança
Da sua fragrância no meu desejo.

Lembre-me

Não negarei,
Vou sentir vontade de falar com você,
De querer saber como você está, 
De ouvir o timbre da tua voz ressoando o meu nome.

Não negarei,
O meu querer foi você,
O meu desejo em te ter 
Junto ao temor de te perder em mim.

Não negarei, 
Tudo que demandei a você
Todo sentimento que me permiti viver
Qual era tido como verdadeiro e gostoso de dizer.

Não negarei,
Todas as angustias que passei,
Todas as decepções e frustrações
Que experienciei com você.

Não negarei,
Os meus desequilíbrios,
Os reajustar e os reequilibrar em mim 
e no mundo que me cabia a ti.

Não negarei,
A decisão tomada com sensatez
Nem a complexidade envolvida
No disparar daquele múltiplo querer.

Não negarei,
Hoje almejo que toda essa chama, qual me queima, se reduza a cinzas,
E que com o vento se dilua no tempo. 
Apenas a marca sobressaia no cenário do meu firmamento.

Não negarei
A minha carne fraca 
Nem o meu sentido traiçoeiro em me perder no seu querer. 
E lhe peço,
Se um dia eu lhe quiser, que me lembre de não querer.

Dissolução

Era puro fingimento
Todo aquele firmamento
Posando, sem sentido, sem sentir,
Sem ouvir se quer o que a dizia.
Endurecido o coração, enrijecido,
Em um querer que não mais a pertencia.
O discurso se desfazia
na medida que se ouvia,
Já não lhe cabia prisioneira,
nas palavras qual noutrora dizia.
Foi frígida e partida.