Mas o coração ainda dói,
Cada hora incerta que se atreve atravessar,
Cada ritmo disrítmico que se ousa ritmar,
Cada passo cambaleio, insistente garimpeiro.
O coração ainda dói,
Já não se faz suporte para suportar as cargas de "deus dará"
São tantas tralhas, tantas mala,
Tantas roupas sem usar
Mas carregadas para se precisar.
Coração analgesiado,
Entorpecido de palavras bonita e embargado de palavras não ditas,
Se entala com minuciosas saudades e, com elas, ansiedades
De se encontrar no lugar qual lhe custa desejar.
Não, não é pra doer,
Mas é que ele ainda dói.
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