Ele gosta mesmo é de ser barco,
Atear sua manivela erguendo sua vela,
Exibindo-se sem ponderar,
Para longe do porto se afastar.
Ele gosta mesmo é de ser barco
De escutar toda tarde o adeus
Avistando o pano alvo, sinalizando
O aguardo de sua volta de alto mar.
E gosta de ser barco
Para em noites escuras velejar
E ser amante,
Ser amante da noite clara na imensidão do mar.
E gosta de ser barco,
Para nas ondas de ventos
Se perder sem tormento,
E de gozo e cimo, marechal, a se lambuzar.
Ele gosta mesmo é de ser barco,
Para em dias de chuva
Ter seu porto seguro para voltar
E descansar a penúria que lhe causa o navegar.
Ele gosta mesmo é de ser barco,
Não só para poder ir
Mas por ter a certeza de que poderá voltar
Para o porto que deixou a lhe esperar.
Atear sua manivela erguendo sua vela,
Exibindo-se sem ponderar,
Para longe do porto se afastar.
Ele gosta mesmo é de ser barco
De escutar toda tarde o adeus
Avistando o pano alvo, sinalizando
O aguardo de sua volta de alto mar.
E gosta de ser barco
Para em noites escuras velejar
E ser amante,
Ser amante da noite clara na imensidão do mar.
E gosta de ser barco,
Para nas ondas de ventos
Se perder sem tormento,
E de gozo e cimo, marechal, a se lambuzar.
Ele gosta mesmo é de ser barco,
Para em dias de chuva
Ter seu porto seguro para voltar
E descansar a penúria que lhe causa o navegar.
Ele gosta mesmo é de ser barco,
Não só para poder ir
Mas por ter a certeza de que poderá voltar
Para o porto que deixou a lhe esperar.
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