Sinta-se à vontade

Bem Vindo! O ser humano sente uma necessidade enorme de se comunicar, a expressão é a melhor forma que encontram para manejar essa tal necessidade. Palavras, movimentos corporais, pinturas, músicas, esculturas; ARTES. Tudo isso faz parte de um só conjunto... Todo conteúdo desse blog é de minha autoria!... Obrigada pela visita, volte sempre! ^.~

sábado, 6 de setembro de 2014

Observar

Viver é andar a par de um inventar e reinventar-se;
E é nesse meio termo que customizamos a felicidade;
Damos forma lógica, ou ilógica, a percas e ganhos;
Significamos e resignificamos os conceitos preconcebidos de berço.

Ao contorno do relevo dessas peraltas
Me deito no litoral ao ser banhada pelas espumas do mar,
Desatraco-me das bordas e num submisso desconhecido velejo despercebida;
Aos pouco fisgada pela beleza do que me salto os olhos, o observar.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Semi-escuridão


Na barra da saia rodada,
Encorpada pelas alvas anáguas,
É onde carrego a alma espreitada
Sobressalta no meu coração.

Aquele amargo que vai descendo a garganta,
Simulando o azedume digerido numa despedida,
Embora se transforme em soda cáustica sedenta no estômago,
Finaliza com um gole de receio acompanhado por um “Quero mais”.

E no leito da noite que hora se faz sol
Toma a lua a responsabilidade de ser guia desse imenso furacão.
E no meio dessa semi-escuridão
Quem não se lambuza com o medo dessa vastidão?

 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Hoje

Menos uma tonelada em minha costa,
Menos uma limitação no meu passo e
Mais um pulo pra minha plenitude...
É o gozo da liberdade fazendo parte,
Fazendo arte!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O "Ser Barco"

Ele gosta mesmo é de ser barco,
Atear sua manivela erguendo sua vela,
Exibindo-se sem ponderar,
Para longe do porto se afastar.

Ele gosta mesmo é de ser barco
De escutar toda tarde o adeus
Avistando o pano alvo, sinalizando
O aguardo de sua volta de alto mar.

E gosta de ser barco
Para em noites escuras velejar
E ser amante,
Ser amante da noite clara na imensidão do mar.

E gosta de ser barco,
Para nas ondas de ventos
Se perder sem tormento,
E de gozo e cimo, marechal, a se lambuzar.

Ele gosta mesmo é de ser barco,
Para em dias de chuva
Ter seu porto seguro para voltar
E descansar a penúria que lhe causa o navegar.

Ele gosta mesmo é de ser barco,
Não só para poder ir
Mas por ter a certeza de que poderá voltar
Para o porto que deixou a lhe esperar.