Sinta-se à vontade

Bem Vindo! O ser humano sente uma necessidade enorme de se comunicar, a expressão é a melhor forma que encontram para manejar essa tal necessidade. Palavras, movimentos corporais, pinturas, músicas, esculturas; ARTES. Tudo isso faz parte de um só conjunto... Todo conteúdo desse blog é de minha autoria!... Obrigada pela visita, volte sempre! ^.~

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Olhos

A quem pertence um olhar,
A quem pertence o expressar,
A quem pertence o enxergar.

Da calmaria da alma à profundeza do mar.
Há quem diga a Maria
Quanto és belo o teu olhar!

segunda-feira, 11 de maio de 2015

D'água doce

É na água doce que me banho,
Lavo da alma toda impureza do dia,
Revigoro a força nas entranhas do ventre da natureza
E retiro-me em amores na esperança da vida.

Ponho-me pra fora em luz viva
É a água que se faz nutrida
Na transparência do que me tenho contida
A transpor a aprendiz no filtro do arco-ires da vida.

domingo, 5 de abril de 2015

Intolerância

Um arrepio,
Uma lágrima,
Meu peito em salto,
Um grito engasgado.
A intolerância, a incompreensão percorre no meu sangue
Um incomodo que me nauseia!
Quero vomitar!
Eu quero vomitar a dor que sinto ao ver aquele relato,
A angustia que me passa ao imaginar o temor,
O desespero daquela garotinha de ser ela própria.
Há vontade de esbravejar ao mundo o sentido de ser humano,
E fazê-los engolir o conceito de diversidade
Apoiando-me na beleza que está em ser a diferença
Percebendo a igualdade na essência, no sentido, no sentir!
Ressalto que no seu sangue(sendo você brasileiro) guarda um povo de luta
Expresso no seu cabelo, na sua boca, no seu olho, na sua cor, no seu corpo, na sua genética.
A sua história de perseguição.
Sua ancestralidade ainda vive em guerra,
E luta...
Luta pelos seus, pela sua liberdade, qual nunca libertara,
Pelo seu reconhecimento, nunca dado como merecido,
Pelo respeito que não deveria ser solícito apenas como direito, mas como condição.
Os garotos que estraçalharam a auto imagem daquela criança não estavam sozinhos,
Não estão sozinhos!
Estão acompanhados do sistema opressor,
Da sociedade que se cala e consente implícita ou explicitamente,
Da cadeia de padronizações (não)ideal,
Dos pais que não lhe foram exemplados,
Chega dessas amarras,
Chega dessas mutilações,
Mais multiplicidade, compreensão e percepção.
Somos fruto da miscigenação!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Desistência

Se um dia, por ventura,
A vida lhe para e lhe obrigar a desistir de acreditar,
Conte-lhe que curtas são as rotas
E grande é a esperança que lhe move
O querer...

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dores

As vezes fugimos de nossas dores,
Mascaramos nossos calos que tanto incomoda,
Escondemos as feridas debaixo dos largos sorrisos
E colocamos debaixo do tapete as poeiras negativas
Impregnadas em nossos olhos no dia-dia.

Mas é a noite, quando o corpo se deita;
A adrenalina contida relaxa;
Serotonina e noradrenalina trabalhadas não mais são energizadas,
Que somos despidas e sufocadas pelos vestígios do que camuflara.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Somos certos quando incertos

Em meio a orbita e translação
O mundo segue em rotação.
O tempo vai se encurtando
E alongando-se em sincronia,
Mas as certezas que n'outrora
Proliferava, agora,
No futuro,
Se desfaz.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Lógica matemática

Onde cada ponto está para um só objetivo,
E cada objetivado uma unanime identificação,
Nenhum dos pontos atingem separadamente a saturação.
Talvez, a restrição cinzenta, adornada para análise unificada
De cada ponto, tenha destilado a hipótese de condensa-los, juntando
Negativo com negativo e positivo com positivo
Tornando uma visão ambígua,
Porém completa como unidade.

Felicidade


Fomos ensinados a ser feliz, a buscar a felicidade a todo custo,
A não deixar a tristeza passar nem a um quarteirão perto de nossas janelas,
A ignorar a dor, a rejeitar desconfortos gerados por nossas ações repetidas,
A bloquear o incômodo de estar vivendo uma monotonia invernal.

 Fazemos planos, ensaiamos, almejamos, damo-nos um mapa, completo,
De como encontraremos a tal felicidade. Então nos levantamos, andamos, de nariz arrebitado,
Cabeça direcionada ao horizonte, sem reparar em quem pisar,
Sem reparar a quem esbarramos nossos braços ao balançar do caminhar,
Sem a humildade de descer a vista para livrar o que machucar.
Olhos subalternos pelo tempo ansiado pelo firmamento;
A busca do contentamento para suprir o descontento.
Desesperadamente, demasiadamente, excessivamente buscamos e, buscamos e, buscamos...
 
Esquecemos de lateralizar nossa cabeça e ampliar nossa visão,
Esquecemos de descalçarmos para sentir a vibração da terra,
Esquecemos de levantar toda manhã e sentir os ares a nos rodear,
Esquecemo-nos de observar a natureza e a arte de sua assimétrica beleza,
Esquecemos de agradecer por simplesmente pôr os pés no chão, por poder distinguir os cheiros e gostos.

 Encurtamos a vista limitando-a a um ponto, uma mira,
Esquecendo de observar toda grandeza externa que nos completa, nos rodeia, envolta,
Para empregar importância a um mísero grão, qual mal enxergamos,
Se não for fruto de uma miragem no cegar da imaginação.